Revendo a estratégia da minha carteira para melhor equilibrar as posicoes segundo os meus objetivos, percebi que tenho três ações com maior peso: Vale, Cemig e Vivo.
As três têm em comum um yield relativamente competitivo e atraente.
Vamos analisar (bem superficialmente) cada uma delas.
A Vale está considerada barata e com um yield em torno de 7% ao ano aproximadamente. A queda dos preços de comodities vem influenciando e pesando no preço da ação, mas a recente alta do dolar deve compensar um pouco. Sua dependência e vinculo com a China também não ajuda muito. Mas é uma empresa blue chip do Brasil e acho que mantê-la na carteira faz sentido.
A Cemig, apesar de ser estatal, tem um yield alto, talvez acima de 20%. Acho que vale a pena assumir o risco, mesmo sendo estatal, para abocanhar os dividendos gordos.
A Vivo continua atraindo pelo yield alto (chutando uns 10%) e pela liderança que exerce no setor de telefonia movel.
Olhando assim para essas empresas, eu não diria que elas formam um dream team, mas a expectativa média do retorno em yield dessas três empresas deve superar a taxa de retorno da Selic em um ano. É ver pra crer.
Comprando Dividendos Adoidado
quarta-feira, 5 de junho de 2013
Vale a pena comprar ações de empresas estatais?
Na hora de investir em ações é importante ter em mente o que influencia as margens de lucro das empresas, e que nem sempre visa-se o lucro, principalmente quando se trata de uma estatal.
Lendo o artigo intitulado "Os riscos de investir em ações de estatais" na coluna Palavra de Estrategista da Valor Economico, André Rocha menciona uma fábula infantil que nos ajuda a aumentar a nossa consciência de pequeno investidor:
"havia um grande lago no meio da floresta. O transporte dos bichos entre uma margem e outra era feito pela tartaruga. Um dia apareceu um escorpião. A tartaruga se recusou a transportá-lo com medo de ser picada. Como o escorpião jurou que não a machucaria, ela resolveu fazer o transporte. Quando já estavam próximos ao destino, o escorpião desferiu o ferrão. 'Mas você não havia jurado?, perguntou a tartaruga. 'Desculpe, é a minha índole', disse o escorpião, constrangido."
Isso nos faz lembrar que as estatais seguem estratégias de interesse do Estado.
Por isso, cabe ao pequeno investidor saber por onde anda e como anda, pois assim como numa floresta encontramos todos os tipos de animais, bons e maus, no mercado de ações encontramos também boas e más empresas. Todas elas precisam e querem o dinheiro do pequeno investidor e todas, cada uma a sua maneira, procura fazer promessas de ganhos.
Entretanto, pequenos investidores não vivem de promessas. Por isso, é importante conhecer a índole da companhia da qual o pequeno investidor se torna sócio.
Algumas empresas estatais no setor das elétricas, por exemplo, apresentam excelentes yields, mas é importante ter consciência de que caso venha a ser prejudicado, o sócio minoritário não venha alegar inocência como a tartaruga, pois a índole de uma estatal é bem conhecida de todos, principalmente num contexto de governo petista.
Não quero dizer que toda estatal é um escorpião. Eu particularmente estou olhando com carinho essas empresas do setor eletrico devido aos seus altos yields e, por terem uma presença forte e consolidada no mercado com tradição de bons dividendos e fluxo de caixa alto. Todavia, vale a pena fazer o dever de casa e privilegiar as empresas de "boa indole", sempre que possível. Afinal, essa última intervenção do governo Dilma, nas eletricas, é um sinal claro de que o escorpião, mesmo constrangido, não nega a sua índole.
Lendo o artigo intitulado "Os riscos de investir em ações de estatais" na coluna Palavra de Estrategista da Valor Economico, André Rocha menciona uma fábula infantil que nos ajuda a aumentar a nossa consciência de pequeno investidor:
"havia um grande lago no meio da floresta. O transporte dos bichos entre uma margem e outra era feito pela tartaruga. Um dia apareceu um escorpião. A tartaruga se recusou a transportá-lo com medo de ser picada. Como o escorpião jurou que não a machucaria, ela resolveu fazer o transporte. Quando já estavam próximos ao destino, o escorpião desferiu o ferrão. 'Mas você não havia jurado?, perguntou a tartaruga. 'Desculpe, é a minha índole', disse o escorpião, constrangido."
Isso nos faz lembrar que as estatais seguem estratégias de interesse do Estado.
Por isso, cabe ao pequeno investidor saber por onde anda e como anda, pois assim como numa floresta encontramos todos os tipos de animais, bons e maus, no mercado de ações encontramos também boas e más empresas. Todas elas precisam e querem o dinheiro do pequeno investidor e todas, cada uma a sua maneira, procura fazer promessas de ganhos.
Entretanto, pequenos investidores não vivem de promessas. Por isso, é importante conhecer a índole da companhia da qual o pequeno investidor se torna sócio.
Algumas empresas estatais no setor das elétricas, por exemplo, apresentam excelentes yields, mas é importante ter consciência de que caso venha a ser prejudicado, o sócio minoritário não venha alegar inocência como a tartaruga, pois a índole de uma estatal é bem conhecida de todos, principalmente num contexto de governo petista.
Não quero dizer que toda estatal é um escorpião. Eu particularmente estou olhando com carinho essas empresas do setor eletrico devido aos seus altos yields e, por terem uma presença forte e consolidada no mercado com tradição de bons dividendos e fluxo de caixa alto. Todavia, vale a pena fazer o dever de casa e privilegiar as empresas de "boa indole", sempre que possível. Afinal, essa última intervenção do governo Dilma, nas eletricas, é um sinal claro de que o escorpião, mesmo constrangido, não nega a sua índole.
sexta-feira, 31 de maio de 2013
Como reduzir as compras de Supermercado e de luz pela metade.
Meus cunhados moram em Muriaé, MG. Eles são jovens e estão começando a vida agora.
Vejam as economias que eles conseguiram com as compras de super mercado e de luz:
1) No super mercado, ele compram o essencial para a dieta semanal. Cortaram os refrigerantes, biscoitos, bolos, doces, e todos os demais "engordantes". Cortaram o café e o açúcar também. Hoje, eles conseguem gastar apenas R$50 por semana com as compras do mercado - antes disso a média era de R$80 a R$120. Também cortaram os restaurantes. Ao invés de sair para comer um hamburger na esquina, por exemplo, eles agora fazem o hamburger em casa. Além da economia no bolso, meu cunhado perdeu 10 kilos seguindo sua dieta à risca e ainda comprou um Smartphone para a sua esposa.
2) Trocaram a geladeira velha (menos econômica) por uma geladeira nova (e mais econômica) além de trocar também todas as lampadas da casa por um tipo mais eficiente. A conta de luz que saía a R$ 100, passou para R$30 por mês.
Vejam as economias que eles conseguiram com as compras de super mercado e de luz:
1) No super mercado, ele compram o essencial para a dieta semanal. Cortaram os refrigerantes, biscoitos, bolos, doces, e todos os demais "engordantes". Cortaram o café e o açúcar também. Hoje, eles conseguem gastar apenas R$50 por semana com as compras do mercado - antes disso a média era de R$80 a R$120. Também cortaram os restaurantes. Ao invés de sair para comer um hamburger na esquina, por exemplo, eles agora fazem o hamburger em casa. Além da economia no bolso, meu cunhado perdeu 10 kilos seguindo sua dieta à risca e ainda comprou um Smartphone para a sua esposa.
2) Trocaram a geladeira velha (menos econômica) por uma geladeira nova (e mais econômica) além de trocar também todas as lampadas da casa por um tipo mais eficiente. A conta de luz que saía a R$ 100, passou para R$30 por mês.
sábado, 25 de maio de 2013
Nem só de dividendos vive o pequeno investidor - '500 Ondas Em Um Ano"
Está lançado o desafio!
A partir de hoje, 22/05/2013, começo um projeto pessoal: surfar "500 Ondas Em Um Ano."
Pegar onda voltou a fazer parte da minha vida, depois de quase 30 anos parado. E, agora, aos 50, resolvi levar o surfe mais a sério. Talvez seja a minha "crise" da meia idade. Mas e daí. Não importa. O que importa é fazer algo de que se gosta.
Descobri, portanto, que o surfe me traz felicidade. Ele mudou a minha perspectiva sobra a vida, pois ela se torna mais simples no mar.
Mas além disso, o surfe traz consigo um ambiente de felicidade e de inúmeros outros benefícios, como por exemplo:
1) Exercício fisico (já emagreci 6kg desde que comecei a surfar).
2) Mente limpa (ajuda a espairecer).
3) Contato com a natureza (de vez em quando aparece uma tartaruga e até um pinguim do meu lado nadando).
4) Convívio com a galera (muitos quarentões, cinquentões e sessentões surfando de Longboard na praia da Macumba, é o point).
5) Me sinto mais jovem e mais bem disposto para o dia.
6) Me lembro dos tempos de adolescencia, anos 70, na praia de Copacabana e do Arpoador.
7) Me faz sentir "Carioca."
8) Fico de bom humor.
9) Posso me gabar, porque pego onda aos 50!
Lição do dia: comece um projeto novo, mesmo que ele não signifique nada para os outros e seja "sem fins lucrativos", pois nem só de dividendos vive o pequeno investidor.
sexta-feira, 24 de maio de 2013
Por que você não deve confiar no INSS (e nem no seu Fundo de Pensão Privado)?
A indústria
financeira diz para você economizar, investir no longo prazo e diversificar. Ou
seja, estacionar o seu dinheiro em um fundo de pensão ou fundo de investimento,
pagando taxas altíssimas de administração,
na esperança de rendimentos anuais lucrativos.
Você não está
cansado de ouvir o mesmo conselho sempre? Eu estou.
Muitos
trabalham e contribuem a vida toda para um plano de aposentadoria na esperança
de um futuro mais tranquilo, no entanto
chegam na idade da aposentadoria sem dinheiro e com muitas dificuldades
financeiras.
No nosso
sistema ecônomico tradicional, 95% das pessoas dependem de um emprêgo ou
trabalham por conta própria para ganhar a vida, e são elas que
contribuem para planos de aposentadorias também falidos, tanto do governo (INSS)
quanto de empresas multinacinonais. Resultado,
nem o governo e nem a grande empresa vão cuidar do seu futuro financeiro.
Além
disso, o emprego é uma falsa ilusão de segurança financeira. Você pode até ter dinheiro para os próximos
30 dias, mas será que você tem o
suficiente para daqui a 30 anos?
Cada um tem
o poder de mudar o seu destino financeiro. Comece a mudá-lo hoje!
Não há como
escapar desta dura realidade. Você é o único responsável! Portanto, comece
agora a sua jornada se reeducando-se em questões financeiras e abra a sua mente
para novas oportunidades, pois se você não pensar nisto agora, pode deixar
passar a chance de mudar o seu destino financeiro. Você pode correr da verdade
mas não pode esconder-se dela.
quinta-feira, 23 de maio de 2013
Aposentado aos 35 anos de idade.
Tem um BLOG Americano, chamado ERE - Early Retirement Extreme (Aposentadoria cedo em extremo), onde o seu autor, Jacob, relata como conseguiu aposentar-se aos 35 anos de idade. Ele vive com aproximadamente $7,000 ao ano, e os dividendos da sua carteira cobrem, com folga, todas as suas necessidades financeiras.
Veja o link, vale a pena conferir: earlyretirementextreme.com
Quanto você precisa para aposentar-se?
Bem, o autor do BLOG, mencionado acima, consegue viver muito bem com muito pouco. Jacob redefiniu o conceito de aposentadoria, quebrou tabus, e rejeitou o pensamento convencional de que você precisa completar 65 anos de idade para aposentar-se. Eu certamente não conseguiria viver com apenas $ 7.000 (R$14.000) por ano, mas o exemplo dele ensina que a independência financeira é viável e factível. Basta ter determinação, muita disciplina e uma pré-disposição para rever nossos valores.
A ideia de comprar dividendos adoidado é justamente fazer uso desse tipo de planejamento para financiar a independência financeira e/ou aposentadoria, e, se possível, antes dos 65 anos de idade.
Poupar significa viver dentro do orçamento doméstico. Mas o ideal é gastar bem menos do que a sua renda, e garantir um fluxo de capital para os seus investimentos de longo prazo.
Aquela história de buscar um diploma, achar um bom emprego e se aposentar aos 65 anos de idade tornou-se obsoleta, e já não faz parte da realidade dos nossos dias. A independência financeira, ou a aposentadoria precoce, permite mais opções de vida. Você pode empreender ou simplesmente não fazer nada. Depende de você, e do que pretende fazer na sua aposentadoria, seja aos 35, ou aos 65 anos de idade.
Veja o link, vale a pena conferir: earlyretirementextreme.com
Quanto você precisa para aposentar-se?
Bem, o autor do BLOG, mencionado acima, consegue viver muito bem com muito pouco. Jacob redefiniu o conceito de aposentadoria, quebrou tabus, e rejeitou o pensamento convencional de que você precisa completar 65 anos de idade para aposentar-se. Eu certamente não conseguiria viver com apenas $ 7.000 (R$14.000) por ano, mas o exemplo dele ensina que a independência financeira é viável e factível. Basta ter determinação, muita disciplina e uma pré-disposição para rever nossos valores.
A ideia de comprar dividendos adoidado é justamente fazer uso desse tipo de planejamento para financiar a independência financeira e/ou aposentadoria, e, se possível, antes dos 65 anos de idade.
Poupar significa viver dentro do orçamento doméstico. Mas o ideal é gastar bem menos do que a sua renda, e garantir um fluxo de capital para os seus investimentos de longo prazo.
Aquela história de buscar um diploma, achar um bom emprego e se aposentar aos 65 anos de idade tornou-se obsoleta, e já não faz parte da realidade dos nossos dias. A independência financeira, ou a aposentadoria precoce, permite mais opções de vida. Você pode empreender ou simplesmente não fazer nada. Depende de você, e do que pretende fazer na sua aposentadoria, seja aos 35, ou aos 65 anos de idade.
quarta-feira, 22 de maio de 2013
Eternit: generosidade na distribuição de dividendos
Quando o assunto é dividendos, fica dificil não falar sobre a Eternit.
Exemplo de uma política generosa na distribuição de lucros aos acionistas há alguns anos, a ermpresa aguarda a decisão do Supremo Tribuna Federal (STF) sobre a constitucionalidade da comercialização do amianto em estados brasileiros.
Apesar dessa questão importante e que certamente afetará a empresa de uma forma ou de outra, o crescimento médio anual do lucro e dos dividendos entre 2007 e 2011, foi de 17,0% e 16,3%, respectivamente. Um desempenho consistente e crescente, pois entre 2007 e 2011 o lucro liquido quase dobrou, passando de aproximadamente 52 para 97 milhões em cinco anos. A evolução dos dividendo não ficou para trás, rendendo distribuições polpudas e crescentes na mesma proporção.
O bom desempenho operacional deve-se ao seu modelo integrado com produção própria da matéria prima, que é retirada de suas minas em Goiás. Além disso, 50% da produção do amianto é exportada, fato esse, que deve contribuir para melhorar as margens de lucro da empresa em 2013, pois desde o final de 2011, o Real começou a perder valor frente ao dólar.
Entretanto, independente da decisão do STF, a Eternit vem diversificando sua produção para comercializar produtos de maior valor agregado como louças e metais sanitários, por exemplo, a fim de se prepara melhor para o futuro e encontrar um modelo de negócio capaz de ajudar a empresa a superar os obstáculos que seguem à frente.
Apesar dessa questão pendente, e, que certamente deve afetar o preço das ações da empresa eventualmente, há ainda a possibilidade do STF definir o fim da comercialização do amianto, mas conceder um período de adaptação, permitindo o ajuste à uma nova realidade mercadológica.
Contudo, para o investidor visando o longo prazo e de olho nos dividendos polpudos da Eternit, o investimento nas suas ações deve ser abordado com cautela, pois apesar da sua excelente reputação de empresa boa pagadora de dividendos, a decisão final do STF pode ter um impacto negativo no futuro da empresa. E como estamos falando de investimentos com caráter previdenciario, todo cuidado é pouco.
Exemplo de uma política generosa na distribuição de lucros aos acionistas há alguns anos, a ermpresa aguarda a decisão do Supremo Tribuna Federal (STF) sobre a constitucionalidade da comercialização do amianto em estados brasileiros.
Apesar dessa questão importante e que certamente afetará a empresa de uma forma ou de outra, o crescimento médio anual do lucro e dos dividendos entre 2007 e 2011, foi de 17,0% e 16,3%, respectivamente. Um desempenho consistente e crescente, pois entre 2007 e 2011 o lucro liquido quase dobrou, passando de aproximadamente 52 para 97 milhões em cinco anos. A evolução dos dividendo não ficou para trás, rendendo distribuições polpudas e crescentes na mesma proporção.
O bom desempenho operacional deve-se ao seu modelo integrado com produção própria da matéria prima, que é retirada de suas minas em Goiás. Além disso, 50% da produção do amianto é exportada, fato esse, que deve contribuir para melhorar as margens de lucro da empresa em 2013, pois desde o final de 2011, o Real começou a perder valor frente ao dólar.
Entretanto, independente da decisão do STF, a Eternit vem diversificando sua produção para comercializar produtos de maior valor agregado como louças e metais sanitários, por exemplo, a fim de se prepara melhor para o futuro e encontrar um modelo de negócio capaz de ajudar a empresa a superar os obstáculos que seguem à frente.
Apesar dessa questão pendente, e, que certamente deve afetar o preço das ações da empresa eventualmente, há ainda a possibilidade do STF definir o fim da comercialização do amianto, mas conceder um período de adaptação, permitindo o ajuste à uma nova realidade mercadológica.
Contudo, para o investidor visando o longo prazo e de olho nos dividendos polpudos da Eternit, o investimento nas suas ações deve ser abordado com cautela, pois apesar da sua excelente reputação de empresa boa pagadora de dividendos, a decisão final do STF pode ter um impacto negativo no futuro da empresa. E como estamos falando de investimentos com caráter previdenciario, todo cuidado é pouco.
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