quarta-feira, 22 de maio de 2013

Eternit: generosidade na distribuição de dividendos

Quando o assunto é dividendos, fica dificil não falar sobre a Eternit.

Exemplo de uma política generosa na distribuição de lucros aos acionistas há alguns anos, a ermpresa aguarda a decisão do Supremo Tribuna Federal (STF) sobre a constitucionalidade da comercialização do amianto em estados brasileiros.

Apesar dessa questão importante e que certamente afetará a empresa de uma forma ou de outra, o crescimento médio anual do lucro e dos dividendos entre 2007 e 2011, foi de 17,0% e 16,3%, respectivamente. Um desempenho consistente e crescente, pois entre 2007 e 2011 o lucro liquido quase dobrou, passando de aproximadamente 52 para 97 milhões em cinco anos. A evolução dos dividendo não ficou para trás, rendendo distribuições polpudas e crescentes na mesma proporção.

O bom desempenho operacional deve-se ao seu modelo integrado com produção própria da matéria prima, que é retirada de suas minas em Goiás. Além disso, 50% da produção do amianto é exportada, fato esse, que deve contribuir para melhorar as margens de lucro da empresa em 2013, pois desde o final de 2011, o Real começou a perder valor frente ao dólar.

Entretanto, independente da decisão do STF, a Eternit vem diversificando sua produção para comercializar produtos de maior valor agregado como louças e metais sanitários, por exemplo, a fim de se prepara melhor para o futuro e encontrar um modelo de negócio capaz de ajudar a empresa a superar os obstáculos que seguem à frente.

Apesar dessa questão pendente, e, que certamente deve afetar o preço das ações da empresa eventualmente, há ainda a possibilidade do STF definir o fim da comercialização do amianto, mas conceder um período de adaptação, permitindo o ajuste à uma nova realidade mercadológica.

Contudo, para o investidor visando o longo prazo e de olho nos dividendos polpudos da Eternit, o investimento nas suas ações deve ser abordado com cautela,  pois apesar da sua excelente reputação de empresa boa pagadora de dividendos, a decisão final do STF pode ter um impacto negativo no futuro da empresa. E como estamos falando de investimentos com caráter previdenciario, todo cuidado é pouco.

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